26 de novembro de 2011

Relato de Liliane Santos

Lembro-me de minha mãe contar que ela um dia passava esmalte semi-deitada na cama, ao contrário do normal, pois ela sempre fazia uma oração e dormia, mas naquele dia passou esmalte vermelho e, quando se recostou na cama para o esmalte secar, disse que viu ao seu lado uma espécie de anão que pulava e sorria para ela, e que estava sem forças, mas acabou por conseguir se cobrir e dormiu sem descobrir o que era. Já ouvi relatos dela de que estava amanhecendo o dia e sentiu algo pesado sobre si, a voz da minha irmã dizendo «Mãe», ouvir barulhos no banheiro... Coisas assim. Lembro-me de minha irmã também ter experiências assim, acho que é hereditário.

Por volta dos meus 12 anos comecei a ter experiências assim. Sentia algo pesado em cima de meu peito, às vezes do pescoço, e várias vezes senti o corpo todo paralisado e um medo terrível de uma presença má. Eu lutava, lutava e conseguia então gritar «Mãe, quero dormir aí contigo», e ela dizia vem. Havia dias que o medo era tão grande que eu pedia «Mãe, vem me buscar», e às vezes mesmo assim aquele peso voltava sobre mim. Um dia resolvi contar, então vizinhos e amigos vinham com seus relatos monstruosos, sobre a tal da Pisadeira.

Aos 18 anos comecei a ir numa igreja evangélica, porque os episódios tinham aumentado, pedi ajuda na igreja e fizeram orações por mim. Aquilo tudo se foi, mas depois de algum tempo retornavam e sumiam, dependia do meu stress. Eu me sentia envergonhada, pois eu seguia minha religião de acordo. Pois bem, quando os episódios vinham, eu pedia a Deus que me ajudasse em oração, e quando me acalmava a sensação às vezes demorava mas passava.

Comecei então a perceber coisas, como o sono excessivo: dormia às vezes o dia todo, levantava meia hora, e dormia novamente. Fui ao médico e ele me tratou com anemia. Mas o sono sempre foi excessivo na minha vida. Quando me casei meu marido sempre reclamava que eu dormia demais, e eu pensava «não quero ser assim»! Mas era mais forte que eu.

Então os distúrbios voltaram, durante a tarde no meu trabalho. Descansava no horário de almoço, me deitava numa sala com sofá, era uma clínica, eu ouvia então a porta se abrindo devagar e rangendo, barulho de sapato social masculino andando pelo corredor da clínica, e às vezes vozes masculinas, um sobe e desce de escada (detalhe: não tinha escadas lá...). Um dia eu estava em casa numa sexta à noite, meu marido saiu e resolvi descansar, e escutei uma voz horrenda dizendo meu nome. Outro dia ouvi portas abrindo, rangendo, os sapatos sociais batendo - toc, toc, toc - e barulho de folha de papel caindo uma a uma, como se alguêm as fosse espalhando pelo chão da sala.

As paralisias vão e vêm, os sons também. Então, no último domingo, levantei assustada e pensei «preciso pesquisar se mais alguêm vive isso, esse sono em excesso, desânimo, vontade de dormir mais e mais». Quando digitei os sintomas comecei a ver que tudo se encaixava. Claro que não quero tomar remédio a vida toda, mas só de saber que isso não é de origem "espiritual" já me dá forças.

3 comentários:

  1. Liliane isso ai é algum espirito que sabe que sente medo e quer te perturbar. Ouvir vozes, sussurros, passos, ou sentir aproximação, sendo que não tem ninguém perto de você, é algo que eu já me acostumei a ouvir e sentir, procure estudar sobre projeção astral, pois o que tem é algo que muitos tentam alcançar de forma incessante e a maioria não consegue e nós conseguimos de forma natural. Estude, tenha fé nós espiritos bons que existem no mundo e se prepare para explorar um mundo novo e cheio de coisas boas, só tem que aprender a se desvencilhar das coisas ruins.

    Um abraço e fica com Deus

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  2. Olá, quero compartilhar com alegria, que após pesquisar e saber de fato sobre o asunto e saber o que realmente era, os espisódios de paralisia pararam, talvez até pelo conhecimento e pela compreensão o psicológico também parou de inventar coisas, foi muito bom saber como me livrar da paralisia, deste então nunca mais tive os sintomas. Agradeçooo muitooo.
    LilIANE

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    1. Que bom Liliane, ficamos contentes por ti.
      Espero ter ajudado.
      Tudo de bom.

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